O presidente Juvenal Juvêncio vive os últimos dias de seu mandato na presidência do São Paulo. Neste sábado, como o principal líder da chapa "Avante São Paulo", o dirigente esteve no clube para acompanhar de perto as eleições para o Conselho Deliberativo. O pleito, aliás, terá participação direta na escolha do novo mandatário do Tricolor, no próximo dia 16 de abril.
Em rápido contato com os jornalistas na sede social do clube, Juvenal falou sobre o período em que ocupou a presidência e enalteceu suas conquistas à frente do São Paulo. Apesar de afirmar que tem muito a contribuir, o cartola negou qualquer influência na futura administração, caso o candidato da situação seja eleito.
- Não estou triste porque fui presidente eficaz e eficiente. Vocês não gostam que eu fale isso. Fui o presidente que transformou esse clube. Durante 20 anos esse clube vai respirar uma coisa chamada Juvenal Juvêncio - enalteceu.
- Eu tenho muito a prestar ao São Paulo, tenho competência para isso, mas não vou fazer. Vou torcer para o Carlos Miguel, que é mais jovem e dinâmico. Ele também vai fazer uma bela administração - completou.
Neste sábado, 80 conselheiros serão eleitos pelos associados, que poderão optar por uma das duas chapas concorrentes: a amarela - Avança São Paulo, da situação - e a vermelha - SPFC Forte, da oposição. Depois da primeira escolha, o sócio tem o direito de votar em 40 dos 120 representantes.
Os escolhidos para o Conselho Deliberativo, somados aos conselheiros vitalícios, serão os responsáveis por eleger o novo presidente do São Paulo. Carlos Miguel Aidar, candidato da situação, disputa o cargo com Kalil Rocha Abdalla, candidato da oposição.
Confiante na vitória da situação, Juvenal afirmou que o resultado das urnas vai comprovar a satisfação dos são-paulinos em relação ao seu mandato.
- Saio daqui consagrado pelo voto popular. E as urnas não se abriram ainda. Lá nas urnas vão dizer a minha aprovação. Cada metro quadrado deste clube tem a minha participação. A população precisa entender isso. Vejam a respeito que eu tenho com essas pessoas. Isso é uma liderança legítima - disse.
- Aqui na casa eu sou um padre Cícero. Vocês me criticam lá fora, mas eles não acreditam aqui dentro - completou.


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