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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Inscrito na Libertadores, João Paulo assina renovação com o São Paulo


João Paulo São Paulo (Foto: Divulgação)
O São Paulo acertou, na manhã deste sábado, o primeiro contrato profissional de João Paulo, de 18 anos. O vínculo com o Tricolor, que era amador e havia se encerrado em janeiro, agora é válido até 2019. O documento foi assinado no CT da Barra Funda, após reunião entre o jogador, seu representante e Gustavo Vieira, gerente de futebol do clube. 
Assediado pelos rivais Corinthians e Palmeiras e também pelo Fluminense, o jogador optou por seguir no clube do Morumbi. A boa relação entre a diretoria e o agente do atleta, Paulo Pitombeira, jogou a favor do acerto, assim como o desejo do garoto, que marcou sete gols na Copinha, sendo vice-artilheiro.
Inscrito na Taça Libertadores, onde usará a camisa 24, o garoto deve ser integrado ao elenco profissional nas próximas semanas. No Campeonato Paulista, porém, ele não faz parte da lista de 28 nomes, podendo ser reforço apenas a partir das quartas de final.
Apesar das férias de um mês concedidas aos jogadores que disputaram a Copa São Paulo de Futebol Júnior, o garoto treina há cerca de 10 dias no CFA de Cotia, onde mantém a forma. Nascido em Tietê, no interior do estado, ele está no São Paulo desde os 10 anos.

Com 14 jogos a menos, Pato supera no São Paulo marca de gols pelo rival


Alexandre Pato comemora gol do São Paulo contra o Audax (Foto: Marcos Ribolli)
Alexandre Pato parece ter ganhado de vez a vaga de titular no ataque do São Paulo. Ele brilhou ao lado de Luis Fabiano e marcou duas vezes na vitória por 4 a 0 sobre o Audax, no último sábado, no Morumbi, pelo Paulistão. 
Com isso, o atacante chegou aos 18 gols em 48 jogos (média de 0,37 por partida) pelo Tricolor, superando a marca pelo rival Corinthians. Em um ano e um mês na equipe alvinegra, ele marcou 17 vezes em 62 oportunidades (média de 0,27).
Além do instinto artilheiro, Pato mostrou entrosamento com Luis Fabiano. O centroavante participou de três gols do jogo: enfiou bola para Thiago Mendes cruzar para Michel Bastos, deu assistência para o próprio Pato no segundo e escorou de cabeça para Michel Bastos servir Pato novamente. Souza serviu Michel Bastos no último, quando o Fabuloso já havia sido substituído.
Pato agora também é o artilheiro isolado do Paulistão, com seis gols. O número é exatamente a metade da marca alcançada em todo o ano de 2014 pelo Tricolor, quando fez 12 gols. Sinal de que a expectativa do presidente Carlos Miguel Aidar e da torcida de melhora de produção do atleta está se confirmado.
Mais do que as marcas individuais, o atacante agora garante um lugar ao lado de Luis Fabiano para o confronto com o Danubio, do Uruguai, na próxima quarta-feira, pela Taça Libertadores. Após a derrota por 2 a 0 no Majestoso, o time precisa vencer em casa para se manter com boas chances de classificação para a fase de mata-mata.
– É triste ficar fora, por motivos de contrato não posso. Gostaria, sim, de jogar, mas tem a multa que é a alta, e tem o sim do Corinthians se libera ou não. Não depende só de mim, e do São Paulo, depende também do Corinthians. Vamos pensar nos jogos de agora que são fundamentais – disse Pato, mais uma vez prestigiado pela namorada Fiorella Mattheis (com ela no estádio, o São Paulo tem 100% de aproveitamento em 2015).
Fora diante do Corinthians, por questões contratuais, o atacante deu lugar a Alan Kardec. Ao menos até o confronto de volta, no dia 22 de abril, no Morumbi, o ataque na Libertadores deve ser formado por Luis Fabiano e Pato.
– O Pato é um baita jogador. Se ele quiser sempre jogar no limite, vai render muito. Ele sabe que aqui é assim. A gente dá muita oportunidade. Ele tem entrado bem. Por isso vai permanecer. Mas se não for bem, sai – afirmou Muricy.

Apoiado pela torcida, Muricy avisa: "Se me quer fora, tem de mandar embora"


Muricy Ramalho,São Paulo X Audax Osasco (Foto: Marcos Ribolli)
A goleada do São Paulo por 4 a 0 sobre o Audax, neste sábado, no Morumbi, ficou em segundo plano na entrevista coletiva do técnico Muricy Ramalho. O comandante mostrou muito bom humor até certo ponto na conversa com os jornalistas, mas mudou completamente o tom quando foi questionado sobre os bastidores do Tricolor.
Sem citar nomes, o comandante mandou recado claro para a direção. Recentemente, o presidente Carlos Miguel Aidar o cobrou publicamente.
– Tem pessoas que querem fazer o torcedor pensar diferente. Mas estou há muitos anos aqui e conheço tudo. É difícil fazer a cabeça da torcida do São Paulo. Eles gostam de mim. As pessoas tentam, mas estou atento a tudo isso aí. Estou ligado. A gente tem de ser mais São Paulo. Eu incomodo mesmo. O que me interessa é o São Paulo em primeiro lugar. Se me quiser fora, tem de mandar embora. É simples – disparou.
Muricy aumentou ainda mais o tom quando foi perguntado sobre sua amizade com o ex-presidente Juvenal Juvêncio, desafeto declarado de Aidar.
– Eu falo com quem eu quiser. Isso não existe. Não agrado ninguém. Vou sair daqui agora e vou para o meio do mato (Ibiúna, cidade do interior paulista). Não vou jantar com ninguém. E ninguém me proíbe de nada. O negócio é trabalhar duro, sendo sério e honesto – disse Muricy.
– No Brasil está ruim para ser correto. Sofro com isso faz tempo e agora mais. Sei como é isso. Trabalhei muitos anos com o Juvenal e gosto dele. A vida é minha e falo com quem eu quiser. Se tiver insatisfeito, eu vou embora e tudo bem. Mas comigo, não. Sou sério para caramba e vou continuar sendo correto – emendou o treinador, visivelmente alterado.

Michel Bastos iguala Kaká em oito jogos: três gols e quatro assistências


Michel Bastos comemora gol do São Paulo contra o Audax Osasco (Foto: Marcos Ribolli)
Michel Bastos foi o homem escolhido para ser o substituto de Kaká no São Paulo. Desde a saída do ídolo para Orlando City, dos Estados Unidos, no fim do ano, o camisa 7 foi efetivado como meia. A exceção se deu por uma opção de Muricy Ramalho na derrota por 2 a 0 para o Corinthians na última quarta-feira, quando ele foi lateral-esquerdo. Pelo desempenho demonstrado no início de ano, ao menos dentro de campo o jogador está cumprindo seu papel.
Em oito jogos realizados nessa temporada (dois amistosos, cinco no Paulistão e um na Libertadores), Michel Bastos fez três gols e deu quatro assistências (contra Vasco, Capivariano, Penapolense e Audax). Os números foram alcançados após a goleada por 4 a 0 sobre o Audax, no último sábado, no Morumbi, pelo Paulistão (veja no vídeo acima). Esse é exatamente o mesmo desempenho de Kaká nos 24 jogos realizados em 2014, de acordo com o site oficial do São Paulo. 
Porém, há uma ressalva: o nível dos adversários do Tricolor na segunda metade da última temporada, quando o ídolo estava no Morumbi, era de Campeonato Brasileiro. Portanto, mais qualificados do que as equipes do Paulistão.
– É melhor ter o Michel Bastos de ponta sempre, porque ele tem o chute. Queria um time bastante ofensivo contra o Corinthians, por isso usamos ele de lado. Mas não fomos bem. Dentro de campo é o que pega. Contra o Santos a gente foi muito mal pela esquerda, então mudei. Mas ele, pela frente, é melhor. É a posição dele – disse Muricy.
Das quatro assistências de Michel Bastos, duas foram para Luis Fabiano e duas para Alexandre Pato. Agora, ele seguirá no time na mesma posição para encarar o Danubio, do Uruguai, quarta-feira, no Morumbi, pela Libertadores. Recentemente, em entrevista, o próprio jogador admitiu: nesse setor, teria de ser decisivo com gols e assistências para o São Paulo, correndo para Ganso e "consagrando" o Fabuloso.
– Decisivo foi o Michel. Foi o cara que deu assistência e fez os gols. Ele está de parabéns. A nota dez vai para ele – reconheceu Pato, após a vitória sobre o Audax.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Como ganhar a Libertadores: dez dicas para deixar o título mais próximo







A edição do ano passado esfarelou os manuais sobre como ganhar uma Libertadores da América. Chegaram às semifinais equipes pouco habituadas a triunfar na competição. O San Lorenzo, campeão pela primeira vez, foi acompanhado na reta final por Bolívar, da Bolívia, Defensor, do Uruguai, e o Nacional paraguaio – longe de serem protagonistas do maior torneio de clubes da América. A exceção, porém, não deve anular a regra, e a Libertadores, com suas particularidades, exige cuidados específicos. Alguns requisitos para tornar mais fácil a tarefa de conquistar a América estão listados abaixo.

Para chegar aos dez itens, o canal buscou a opinião de campeões. Participaram o técnico Tite (vencedor em 2012 com o Corinthians), o preparador físico Paulo Paixão (tricampeão: Grêmio em 1995, Palmeiras em 1999 e Inter em 2006), o goleiro Victor (herói da conquista do Atlético-MG em 2013), o lateral-esquerdo Fábio Santos (ganhador com o São Paulo em 2005 e com o Corinthians em 2012), o ex-lateral-direito Vítor (campeão por três clubes diferentes: São Paulo em 1993, Cruzeiro em 1997 e Vasco em 1998), Edu Gaspar (gerente de futebol do Corinthians no título de 2012) e Fernando Carvalho (presidente do Inter no título de 2006 e vice de futebol no bi em 2010).
A fase de grupos da competição começa nesta terça-feira, e já com brasileiro em campo: o Inter visita o Strongest na Bolívia. Na quarta, ocorre o clássico entre Corinthians e São Paulo, e o Atlético-MG encara o Colo-Colo no Chile. O último brasileiro a estrear será o Cruzeiro, que duela com o Universitario de Sucre na Bolívia no dia 25. Todos os representantes do país no torneio já ganharam a Libertadores.

1) COMER, BEBER, RESPIRAR LIBERTADORES

A Libertadores exige dedicação integral. Não existe meio-termo com ela. É preciso mergulhar de cabeça e aproveitar acontecimentos paralelos como preparação para ela – fazendo com que deixem de ser obstáculos e virem trampolim. A largada da competição coincide com os estaduais. Cabe ao clube saber em quais jogos usar titulares e em quais poupar os principais jogadores. São dois desafios que caminham em direções contrárias: é preciso entrosar o time, e entrosamento se alcança jogando, mas cansar os atletas nessas partidas menos importantes pode ser um erro fatal, até pela exigência física que a Libertadores tem.
O segredo é encontrar esse equilíbrio. E aí entra a sintonia entre comissão técnica e diretoria. O planejamento precisa ser feito em conjunto. A parceria nessa tomada de decisão dá fôlego ao treinador – ameniza a pressão interna que ele sofrerá em casos de derrotas na largada da temporada. Dá mais paz para trabalhar.

- Você tem que focar na Libertadores. Se ganhar, vai ao Mundial. Não tem que se preocupar com decisão de Carioca, de Mineiro, de Gaúcho. Não tem que pensar que Brasileiro começa tal dia, que tem que pontuar. Essas competições entram no corredor para a Libertadores. Elas devem ajudar. Você não pode ter a mesma preocupação, com as outras competições, que tem com a Libertadores. E tem que ter essa parceria muito forte com a diretoria. O dirigente tem que estar contigo. Muito. Muito mesmo. Não é pouco, não. Ah, e se perder? Não importa: perdeu buscando a maior competição possível – opina Paulo Paixão.

2) OLHO NA ARBITRAGEM

Esquece essa ideia de sair pedalando por uma ponta direita qualquer e se espatifar no gramado, como se tivesse sido assassinado, só porque o zagueiro adversário olhou com cara feia. Pode funcionar no Brasileirão. Na Libertadores, sem chance. Conhecer o jeito sul-americano de apitar é fundamental para ter vida longa na competição. É outro universo em relação ao Brasil. O jogo corre mais. Divididas são mais permitidas. O jogo é mais duro na disputa corporal. E o jogador precisa encontrar o ponto certo nisso – permitir-se jogar com mais firmeza, mas sem passar do ponto e acabar expulso.
- É muito importante conscientizar os jogadores de que a arbitragem é completamente diferente. É jogo de muito contato físico, muita trombada, e os juízes não marcam falta em qualquer lance. Os brasileiros tentam cavar faltas. Se fizerem isso, os outros vão passar por cima – comenta Fernando Carvalho.

- Tem que ter um time que entenda a competição. Ela é diferente e precisa ser jogada de forma diferente – resume Fábio Santos.

3) ESTUDAR MUITO

A Libertadores envolve 11 países diferentes – e, às vezes, times de que os brasileiros nunca ouviram falar. Parte-se de um desconhecimento total em muitos casos para, aos poucos, ir construindo uma visão sobre aspectos diversos do adversário: estilo de jogo, expoentes e falhas, características do campo, pressão da torcida. Aí entra a necessidade de se estudar muito os oponentes. A comissão técnica precisa ser muito ativa, muito interessada, para trabalhar até mais fora do campo, na observação do adversário, do que nos treinos em si. Em alguns casos, é fundamental enviar olheiros para ver pessoalmente as equipes – embora hoje existam recursos tecnológicos para ter acesso a partidas de lugares pouco acessíveis. E o elenco tem a missão de ficar especialmente interessado nas informações passadas pelo comando técnico.

- É preciso ter muito conhecimento dos seus adversários. Reunir informações. Cercar-se de todas as garantias para não ser surpreendido. Há equipes muito fortes, não só as grandes, como Boca, River, Universidad de Chile. É nos desconhecidos que reside o maior perigo – resume o técnico Tite.

4) CRIAR O CALDEIRÃO

A torcida também precisa se envolver. Títulos recentes de brasileiros tiveram muita pressão sobre adversários que vinham jogar aqui – casos do Inter (especialmente em 2006), do Corinthians e do Atlético-MG. É uma forma de equiparar a pressão recebida, dependendo do time, em países como Argentina, Uruguai e Colômbia.

- Parece que aprendemos como as torcidas de outros países torcem. Talvez tenha sido algo que demoramos a aprender. E faz toda a diferença. Os adversários também precisam sentir o caldeirão quando jogam aqui – opina Fábio Santos.

5) TER LÍDERES
fernandao,  taça libertadores (Foto: EFE)

É importante ter dois tipos de líderes: os de comando (Adílson Batista e Dinho no Grêmio, Rogério Ceni e Lugano no São Paulo, Fernandão no Inter, Alessandro no Corinthians, Edu Dracena no Santos) e os técnicos (Ronaldinho Gaúcho no Atlético-MG, Alex no Palmeiras, D’Alessandro no Inter, Neymar no Santos). No primeiro caso, são aqueles jogadores que funcionam como uma extensão da comissão técnica na hora de manter o elenco 100% focado; no segundo, é o sujeito a quem o time recorre em momentos de dificuldade em campo – o craque, o atleta diferenciado. São homens que podem decidir o futuro antes e depois dos jogos, com sua postura, ou no decorrer deles, com seu talento.

- São duas coisas que andam juntas. Em qualquer momento do jogo, essa excelência técnica pode estar presente. Tem o comando, tem o capitão, e ao mesmo tempo tem a qualidade técnica para decidir. Tendo esse equilíbrio de liderança técnica e comando, você fica perto de não perder nada – diz Paixão.
Ronaldinho Atlético-MG festa título Libertadores (Foto: AP)
Também são bem-vindos os jogadores experientes, acostumados a vencer, mas que mantenham a ambição por títulos.

- A melhor coisa é jogador que sabe jogar final. Que não treme. Que enfrenta a decisão – afirma Carvalho.

- Tem que ter jogador experiente. Se o time for muito jovem, dificilmente vai ganhar a Libertadores – aposta Fábio Santos.

6) TER A CABEÇA NO LUGAR

Luiz Felipe Scolari, campeão da Libertadores com Grêmio e Palmeiras, costumava dizer a Paulo Paixão, seu fiel escudeiro da preparação física: “Eu vou montar na cabeça de quem for expulso”. A competição mexe com os nervos dos atletas – é clássico o lance, na Libertadores de 2003, em que Geninho, técnico do Corinthians, grita “pega, pega” para o lateral Roger, na marcação de D’Alessandro, na época no River Plate, e ele acaba dando uma pancada no argentino e sendo expulso. Manter o time com 11 jogadores em campo é fundamental.

É um clichê da Libertadores atribuir derrotas brasileiras à catimba adversária - especialmente dos times da Argentina. Não é bem assim – perdemos, e não é raro, na bola mesmo. Mas as tentativas de desestabilização em campo são uma face da competição, e os atletas precisam estar preparados para lidar com provocações, ofensas e até alguma dose de violência.

- É diferente. No estadual, no Brasileiro, você convive sempre com o adversário. Tem amizade, cria aquele vínculo. Libertadores é outra coisa. Você acorda para enfrentar seu inimigo. Não quer cumprimentar adversário. Eles vêm na tua casa, ganham, tiram sarro na tua cara. Na Argentina, me chamavam de macaco na cara dura, de hijo de p***. Eu tomava catarrada na cara. Tomei muito pisão na mão – relata o ex-lateral Vítor.

Atlético-mg, Victor, Libertadores (Foto: Alexandre Alliatti)

O goleiro Victor viveu episódios de provocação até o último ato da Libertadores de 2013. Na disputa por pênaltis contra o Olimpia, valendo o título do torneio, o goleiro Martin Silva, hoje no Vasco, tentava desestabilizar o brasileiro tirando de dentro do gol um terço que ele deixava lá como proteção. Victor queria esgoelar o rival. Mas respirou fundo. Hoje, vê a calma em momentos de provocação como um dos pontos necessários em uma Libertadores.
Manter a calma, porém, não pode ser sinônimo de frieza excessiva. Libertadores é competição quente. Joga-se com a alma.

- Em Libertadores, o cara se transforma. Se ele não se transformar, é porque não está pronto para a Libertadores – resume Vítor.

7) SER EFICIENTE NA BOLA AÉREA

Campos ruins e times longe do brilhantismo técnico fazem com que a bola aérea seja protagonista da Libertadores. É preciso saber jogar por cima. Zagueiros, volantes e atacantes altos são úteis. Muitas equipes farão a ligação direta, especialmente em momentos de desespero, e aí é necessário ter um time que saia bem do chão – o último brasileiro a ganhar a competição, o Atlético-MG de 2013, tinha uma dupla de zaga alta e muito eficiente na jogada aérea, com Leonardo Silva e Réver, e no ataque ainda contava com Jô.

- É preciso estar preparado para a bola aérea. Vai ter balão, vai ter choque, vai ter bola no segundo pau. Os times estrangeiros costumam explorar a fragilidade de nossos laterais – comenta Fernando Carvalho.
- Como o jogo é mais pegado, a briga por espaço é mais intensa, acaba ficando mais violento. Tem que ficar ligado a esses detalhes. Tem muita catimba. Não pode entrar na provocação.
O goleiro do Galo também alerta para a bola parada. Em jogos truncados, pode ser um trunfo.

- É importante ter fatores como velocidade e bom passe. E também jogadores capazes de decidir em bola parada. Às vezes, você pega gramados com condições não tão boas, e aí a bola parada é decisiva. Você pode alcançar vitórias e evitar derrotas com isso.

Ter uma defesa sólida é outro ponto determinante. O Corinthians de 2012 foi campeão sendo vazado apenas quatro vezes. Dos seis títulos brasileiros mais recentes, só o Galo, em 2013, teve média superior a um gol sofrido por jogo.

- O time tem que ser muito fechado, muito compacto, principalmente quando superar a primeira etapa. Mata-mata se ganha com defesa compacta. Não pode tomar gol – ensina Carvalho.

Dentro disso, cabe lembrar que não deve haver constrangimento ao jogar por um empate fora de casa. Especialmente nas etapas eliminatórias, com saldo qualificado, não sofrer gols é tão importante quanto fazer.

- Tem que fazer o dever de casa. Em casa, tem que vencer. Fora, tem que conseguir bons resultados. Se não for possível vencer, o jeito é empatar – afirma Victor.

8) TER UMA LOGÍSTICA EFICIENTE

rogerio ceni são paulo voo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)
A Libertadores tem dificuldades de sobra dentro de campo. O que os jogadores menos precisam é de mais problemas fora dele. Aí cabe à diretoria ser eficiente. Voos diretos (e fretados, de preferência), escalas curtas e chegada antecipada ao local do jogo são elementos que costumam agradar os atletas.

- É importante chegar ao país onde vamos jogar com dois dias de antecedência. A viagem costuma ser desgastante. Isso facilita para sentir o clima da cidade, conhecer o campo de jogo – aconselha Fábio Santos.

- Algumas viagens são muito longas. O clube precisa ter uma logística bem elaborada, uma estratégia bem planejada. Isso evita um desgaste que pode atrapalhar na partida. O ideal são voos diretos, ou com poucas escalas, escalas curtas. Às vezes, são sete, oito horas de viagem. É bom chegar com certa antecedência – concorda Victor.

Há jogos (na altitude, por exemplo) que exigem a concordância de diferentes grupos do clube. Se a equipe de preparação física sugere que o elenco chegue à cidade três dias antes do jogo ou horas antes de a bola rolar (alguns profissionais defendem que é a melhor forma de amenizar os efeitos climáticos), é preciso ter a anuência da diretoria (que arca com os custos), do treinador (que faz a programação das atividades) e das lideranças do grupo de jogadores.

- As viagens são mais longas e, por isso, precisam ser mais planejadas. Há adaptação com possíveis cidades que tenham altitude. Tudo tem de ser discutido com a fisiologia, o departamento médico. A logística tem de ser perfeita para não atrapalhar os jogadores. A campanha de uma Libertadores começa a ser construída nesses pequenos detalhes – explica Edu Gaspar.

9) RELACIONAR-SE BEM COM A CONMEBOL

As diretorias têm outra missão: saber se inserir nos corredores da Conmebol. Ter força política na entidade que comanda a competição é determinante. Contando com uma linha direta com a cúpula da confederação, é possível ter ações de bastidores: pedir que determinado árbitro não seja escalado, tentar influenciar no local onde será disputada uma partida (em casos de adversário que tenham estádio muito acanhado), ter abertura para amenizar uma possível punição. O Inter, por exemplo, conseguiu ter na Conmebol uma influência que jamais teve na CBF. Na Libertadores de 2010, um fato escancarou isso: a tabela indicava que o primeiro jogo colorado seria contra o Deportivo Quito, na altitude. Do nada, a entidade soltou uma comunicado informando que a ordem dos jogos estava modificada - e os gaúchos estreariam em Guaiaquil, sem altitude, diante do Emelec.

- É sempre aconselhável ter uma boa relação com a Conmebol. Aí pode pedir coisas como não colocar um juiz colombiano em um jogo contra um time equatoriano. Naquela região, eles se protegem. Não é escolher o árbitro: é tentar fazer com que determinado árbitro não seja usado para evitar problemas – diz Carvalho.

10) EVITAR ERROS

O último tópico remete aos nove anteriores: todas as competições são vencidas ao se minimizar o máximo possível a quantidade de erros, mas na Libertadores é mais ainda. São muitos detalhes (de montagem de elenco, de logística, de preparo mental, de estratégia de jogo) que precisam ser tratados com atenção total. Qualquer falha pode ser decisiva. Qualquer desatenção pode representar a eliminação.

- Erros são fatais, mais do que em campeonatos de pontos corridos – lembra Tite.

- Libertadores é um campeonato que permite que se erre muito pouco. Não pode errar, principalmente no mata-mata – concorda Victor.

Feliz com atmosfera, Ganso diz que clássico pode definir vaga do Tricolor


Ganso São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
E clássico! É decisão! É Libertadores! Paulo Henrique Ganso está empolgado com a atmosfera que cerca o duelo entre São Paulo e Corinthians, quarta-feira, às 22h, em Itaquera, pela primeira rodada da fase de grupos da competição continental. No planejamento do camisa 10 do Tricolor, vencer o rival fora de casa é um passo grande para a classificação às oitavas de final.
Sim, ainda faltarão cinco jogos da fase de grupo. Mas o fato de o São Paulo, logo em seguida, fazer dois jogos no Morumbi - contra Danubio, no dia 25 de fevereiro, e diante do San Lorenzo, no dia 18 de março - é o que faz o meia são-paulino planejar uma classificação antecipada.
– O Corinthians tem a vantagem de jogar em casa. E na Libertadores não se pode perder pontos em casa. E o São Paulo está jogando fora. Se a gente fizer três pontos, com duas partidas em casa depois, já é praticamente a definição de uma vaga do grupo - declarou o camisa 10.
Ganso, por outro lado, sabe que será muito complicado o clássico contra o Corinthians. Em 2014, por exemplo, na primeira vez em que esteve no novo estádio do rival, o São Paulo ficou duas vezes em vantagem no placar, mas perdeu o clássico por 3 a 2.
– Temos de entrar como uma decisão. São três pontos importantes. É muito bom sentir essa atmosfera de jogo importante. Todo mundo falando dessa partida. Para o futebol brasileiro é muito bom – finalizou o maestro do Tricolor.

Souza usa lições de título europeu por "obsessão" de ganhar a Libertadores


Souza São Paulo (Foto: Fabricio Crepaldi)
Um dos principais requisitos para vencer a Libertadores é ter um elenco experiente, com jogadores acostumados a serem campeões. Um dos pilares do São Paulo, o volante Souza tem na bagagem não só a disputa de um grande torneio internacional, mas também uma taça importante. Poucos se lembram, mas o atleta venceu a Liga Europa com o Porto, de Portugal, em 2011.
O camisa 5 do Tricolor fazia parte de um time que tinha craques como James Rodriguez e Hulk que, na final, venceu o Braga, do mesmo país. Agora, ele quer usar o aprendizado que teve naquela conquista para levar a equipe paulista ao título da Libertadores, que não vem desde 2005.
- Naquele ano com o Porto montamos um time que foi campeão de quatro dos cinco torneios que disputou, era muito compacto, tinha grandes jogadores. Hoje temos uma equipe muito qualificada, com inúmeros jogadores que podem fazer a diferença também. Mas posso trazer que para ser campeão tem de ser um time muito unido, como era lá. Sempre que entrava eu ia bem, fiz gol... Aqui tem de ser assim, quem não estiver jogando tem de dar o melhor, porque quando aparecer a chance vai poder salvar nosso time. E temos de ter sorte também, além de muito trabalho Do título europeu, ficaram as lembranças e as lições. Hoje, Souza se define como uma pessoa que defende o São Paulo de todas as formas, e já provou isso dentro e fora de campo, com declarações e até discussões nas redes sociais, tudo em nome do Tricolor. Na visão dele, essa deve ser a postura para ganhar a Libertadores, inclusive com o atual campeão como exemplo.
- O espírito tem de ser esse. Vimos o San Lorenzo ganhar com uma equipe limitada. Não era um time badalado e tirou Cruzeiro, Grêmio, e foi campeão. Eles tiveram muita vontade. Era um time muito aguerrido, todos se doavam dentro de campo e é o que temos de fazer. Não dá só para jogar em campo, tem de ter vontade. Na quarta-feira a vontade pode até ser maior que a qualidade, porque vai ser jogo de muito pegada. Temos de colocar o coração para fora e dar nosso melhor. Se um afrouxar, compromete o time todo - declarou.Mesmo com a Liga Europa no currículo, o volante do Tricolor sonha com a conquista da Libertadores, a qual ele define como uma obsessão. Até hoje, só disputou uma vez, com o Grêmio, em 2013. Mas hoje se vê mais preparado para brilhar do que naquela oportunidade, assim como considera o São Paulo em condições de ir longe.
- A Libertadores é tanto obsessão como um sonho. Pode juntar os dois. É uma obsessão de todos os jogadores. Ela dá outro patamar, pode disputar o Mundial no fim do ano contra times que você não imaginava enfrentar estando no Brasil, e abre as portas lá fora. Hoje eu me encontro melhor como jogador, mais experiente, com uma equipe bem mais montada que aquela (do Grêmio). Estamos bem preparados, vamos lutar pelo título - disse.
A esperança do jogador no título é real. O primeiro passo para chegar até ele será nesta quarta-feira, no clássico contra o Corinthians, fora de casa. Souza está confirmado como titular. Com tudo aquilo que aprendeu na Europa na mente, com a tradicional dedicação em campo e com um objetivo bem definido: erguer mais uma taça, dessa vez a principal da América do Sul, a sua primeira pelo São Paulo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ganso projeta jogo com Corinthians na Libertadores: "Vai valer a vida"


Ganso, Santos X São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
O São Paulo havia acabado de empatar com o Santos na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista. Neste sábado, a equipe enfrenta o Bragantino pela sexta rodada do mesmo torneio. Mas a preocupação no vestiário tricolor avançava uma semana no calendário, direto para o duelo com o Corinthians pela fase de grupos da Libertadores.
Enquanto o Tricolor segurava o ataque do Peixe, o time de Tite confirmava, na Colômbia, a boa vantagem construída em casa, eliminava o Once Caldas e se garantia no estágio seguinte da competição internacional. Os tradicionais rivais paulistas se enfrentam no dia 18, às 22h, na Arena, em Itaquera, pela primeira vez na Libertadores.
O meia Paulo Henrique Ganso deixou clara a importância que é dada a esse confronto logo que soube que os alvinegros seriam os adversários na estreia são-paulina no torneio.
– Tem jogo sábado ainda, mas quarta-feira vai valer a vida para nós. Espero que a gente possa vencer – declarou o camisa 10.
Companheiro de Ganso no meio-campo tricolor, Michel Bastos exaltou a partida do São Paulo contra o Santos e disse que ela serviu para demonstrar a força da equipe.
– Demos mostra de que temos condições de encarar o Corinthians. Dominamos o primeiro tempo (contra o Santos). Agora é trabalhar e jogar bem sábado, em um jogo importante, para depois fazer um grande clássico. Podemos encarar qualquer um, de igual para igual.
O técnico Muricy Ramalho também demonstrou confiança e disse que espera ver o seu time ainda melhor no dia 18.
– Esse é nosso quarta jogo, o Paulista ainda está no começo. A gente ainda deve melhorar muito, principalmente no jogo contra o Corinthians – disse ele, antes de avisar que não falaria mais sobre o rival alvinegro.

Decisivo no San-São aos 42, Ceni está "cada vez melhor", segundo Muricy


Rogério Ceni, Santos X São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Rogério Ceni pensou em se aposentar no fim de 2014. O goleiro tinha a intenção de encerrar a carreira, mas a perspectiva de um elenco forte, com chance real de títulos em 2015, e as boas atuações fizeram com que ele repensasse a decisão. Melhor para os são-paulinos, privilegiados por ver o ídolo de 42 anos fechar o gol no clássico sem bola na rede da última quarta-feira, na Vila Belmiro (veja no vídeo). 
Ao que tudo indica, as férias com mais treinamentos da carreira lhe ajudaram a manter a forma física e técnica. Um dos defensores da manutenção da carreira de Ceni para 2015, o técnico Muricy Ramalho comemora a decisão acertada do "Mito", apelido do goleiro.
– Por isso insisti nesses dois anos para ele permanecer. Na primeira vez, foi difícil convencer as pessoas. E agora também. Sei da qualidade técnica dele. O Rogério não precisa treinar tanto, porque tem a técnica muito apurada. Ele corta o caminho e advinha muito bem onde a bola vai. Está cada vez melhor – disse o treinador.
Para ter condições de atuar em grande nível com 42 anos, Ceni faz esforço redobrado. Nas atividades do CT da Barra Funda, o goleiro é orientado pela comissão técnica a fazer fortalecimento muscular constante. Antes de trabalhar com Denis, Renan Ribeiro e Léo, sob a supervisão do preparador Haroldo Lamounier, Ceni também realiza sessões de duas a três horas de fisioterapia.
O preço pago com o alto nível de cobrança e exigência do próprio goleiro são as dores. A perna direita é o local do corpo com mais incômodo. Mas não suficiente para tirar dele a vontade de seguir entrando em campo em partidas como a da próxima quarta-feira, na estreia do São Paulo na Libertadores contra o arquirrival Corinthians, na arena do time alvinegro. 
– Confesso que gostaria de estar em melhores condições físicas, mas fico feliz. As lesões vão me machucando, tem de gastar duas, três horas a mais por dia na fisioterapia. É uma perda de tempo muito grande. Gostaria de poder só treinar, como antigamente, mas hoje não dá mais para ser assim. Tem de se dedicar um pouco mais. Enquanto você tem prazer e suporta a dor, dá um jeito de entrar em campo. Quando a dor passa o prazer, precisa repensar – disse Ceni.

"Valeu o ingresso", diz Belletti apesar do 0 a 0 entre Santos e São Paulo


Rogério Ceni, Santos X São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Santos e São Paulo não saíram do zero em clássico realizado na Vila Belmiro. Rogério Ceni, com grandes defesas, e Geuvânio, com jogadas individuais, foram os destaques da partida. Para o comentarista Juliano Belletti, a partida foi de "intensidade e qualidade". O ex-jogador também ressaltou que nenhuma das duas equipes dominou grande parte do duelo, mas que as duas tiveram boa atuação (assista ao vídeo).

- Valeu o ingresso. O jogo foi de muita intensidade e qualidade. Os dois times se preparam mentalmente para o jogo, porque dificilmente erravam passes e lançamentos. Todo mundo fez questão de testar todas as jogadas individuais. A autoconfiança era muito grande. E a gente pôde ver um jogo de muita qualidade dos dois lados. Não foi um time que comandou durante 90 minutos - disse.

Belletti acredita que o clássico teve grandes momentos dos goleiros, mas que os times mereciam um placar com gols pelo volume de criações ofensivas. O comentarista destacou também os goleiros das duas equipes.

- O jogo 0 a 0 não condiz com que foi essa partida. Os goleiros apareceram com muita qualidade, até porque estão em grande fase - afirmou. 
Para Juliano Belleti, o São Paulo esteve melhor no primeiro tempo enquanto o Santos criou mais jogadas ofensivas, com Robinho e Geuvânio. 

- O São Paulo começou bem no primeiro tempo com uma posse de bola muito grande, passes rápidos no meio-campo envolvendo a marcação da equipe do Santos, exigindo bastante do goleiro Vanderlei. Já o Santos criou mais individualmente, o coletivo não estava funcionando. Tanto o Geuvânio quanto o Robinho criaram perigo para o Rogério Ceni - opinou.

O Santos volta a campo no próximo sábado, às 17h. O time enfrenta o São Bernardo no estádio Primeiro de Maio. Já o São Paulo vai a Bragança Paulista enfrentar o Bragantino no estádio Nabi Abi Chedid. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Após gol, Fabuloso evita falar sobre renovação: "Não estou preocupado"


São Paulo x XV de Piracicaba Luis Fabiano (Foto: Marcos Ribolli)
O atacante Luis Fabiano foi o destaque da vitória do São Paulo sobre o XV de Piracicaba, neste sábado, no Pacaembu. Ele fez um gol e sofreu um pênalti nos 2 a 0 do Tricolor. E a cada boa atuação do camisa 9, surge a dúvida do torcedor: o contrato, que acaba no fim do ano, será renovado?
Nem o próprio jogador sabe dizer. E também não quer comentar sobre o assunto. Apenas diz não se incomodar com a situação.
– Não estou nem um pouco preocupado. O tempo é o melhor remédio para isso. Tudo tem seu tempo, o importante é pensar nos torneios, nos jogos, tem a Libertadores e não vamos pensar em renovação. Não quero nem falar disso, tem de deixar de lado – disse ele, na saída do Pacaembu.
Questionado se a vontade dele é permanecer, o Fabuloso foi evasivo.
– Isso é relativo. Se tiver vontade do clube, vamos sentar e conversar, mas não estou preocupado. Vai haver tempo para conversa, não quero falar nisso para não parecer que estou forçando algo. Não estou preocupado com isso, só vou desfrutar de cada momento – disse o centroavante.
Em meio ao impasse sobre a renovação ou não, Luis Fabiano comentou a boa fase e valorizou a pré-temporada que, segundo ele, foi fundamental para o atual estágio.
– Eu me preparei muito para começar essa temporada. Ano passado tive uma lesão séria, todas serão sérias na perna direita porque tirei um músculo, tenho de fazer um fortalecimento muito bem feito. Demorei muito ano passado para voltar, encontrei um time em bom momento, o que me ajudou. Estou colhendo os frutos agora. A pré-temporada está dando frutos. Fiz de tudo para aguentar essa temporada. Se tiver de acabar o contrato, quero sair de cabeça erguida, sabedor que dei alegria ao torcedor – completou. 

Dirigente são-paulino confirma espera por Wesley: "Ele ainda chega"


Wesley Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)
Foi uma frase curta, mas, pela primeira vez, um dirigente do São Paulo confirmou publicamente que espera pela chegada de Wesley, volante que tem vínculo com o Palmeiras até o dia 27 e pré-contrato assinado com o Tricolor desde o fim do ano passado. 
Na chegada ao Pacaembu para o jogo entre São Paulo e XV de Piracicaba, o gerente de futebol do clube do Morumbi, Gustavo Vieira de Oliveira, admitiu, em entrevista à rádio Transamérica, que aguarda a apresentação de Wesley.
– Ele ainda chega, espero – disse Gustavo, rapidamente.
A pedido do estafe do jogador, que teme desgaste ainda maior com a diretoria palmeirense, nenhum dirigente são-paulino confirma a negociação publicamente. Mas, nos bastidores, todos estão cansados de saber sobre o acordo entre Wesley e São Paulo.
O volante será o nono reforço do Tricolor para a temporada. Os outros foram os zagueiros Breno e Dória, os laterais Bruno e Carlinhos, os meio-campistas Daniel e Thiago Mendes, e os atacantes Jonathan Cafu e Centurión.
Como ainda tem vínculo com o Palmeiras, Wesley tem treinado na Academia de Futebol, que é vizinha ao CT do São Paulo na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. Fora dos planos do técnico Oswaldo de Oliveira, porém, o volante trabalha separadamente do restante do elenco alviverde.

Treino triplo e folga zero: o esforço de Souza para estreia na Libertadores


Souza São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Afastado há duas semanas por conta de um sério hematoma na canela direita, o volante Souza, do São Paulo, deve ficar à disposição do técnico Muricy Ramalho para o jogo de quarta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro. Ao menos essa é a intenção e a projeção do próprio jogador, que tem um objetivo bem definido: voltar o quanto antes para estar 100% na estreia na Libertadores, dia 18, provavelmente contra o Corinthians.

Para isso, o camisa 5 não tem medido esforços. Ele trata a lesão três vezes por dia: no CT da Barra Funda de manhã e de tarde, e em casa à noite. Neste domingo, novamente foi ao clube para realizar a fisioterapia e treinar sozinho, a fim de retomar a forma física.

Souza ainda não participou de nenhum jogo no Paulistão. Por isso, quer voltar já na quarta, para atuar em duas partidas, caso seja escalado por Muricy, antes da estreia na Libertadores. Ele planeja chegar na competição com ritmo de jogo e bem fisicamente, e esses confrontos são fundamentais para isso.

O volante tem usado uma proteção no local do hematoma, mesmo fora do clube. E, quando voltar aos gramados, terá uma caneleira especial, mais forte que o normal, que está sendo produzida. Isso servirá para deixar a canela menos exposta, porque nova pancada no local pode causar outro problema.

Nesta segunda-feira, Souza tentará mais uma vez treinar no campo com os companheiros. Se não voltar a sentir dores, deverá estar livre para ser relacionado para o clássico contra o Santos, na quarta-feira.

"Caso Lucas": Corinthians cobra São Paulo na Fifa


Ajax x PSG - Lucas em lance de jogo
O Corinthians cobra 300 mil euros (cerca de R$ 1 milhão) do São Paulo na Justiça pela formação do meia-atacante Lucas (foto). O clube do Parque São Jorge tentou um acordo, mas o São Paulo não quis conversa.

O Corinthians, então, acionou a Fifa, pedindo uma fatia do valor pago pelo PSG pela transferência do jogador.

Lucas, enquanto atuou na base do Corinthians, tinha o apelido de "Marcelinho", por semelhança com Marcelinho Carioca. A decisão da Fifa deve sair em um mês - e caberá recurso ao TAS, Tribunal Arbitral do Esporte.

Lucas foi vendido em agosto de 2012 por € 43 milhões, que, na época, equivaliam a R$ 108,34 milhões.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Muricy alfineta Aidar, descarta Cleiton Xavier e confirma Dória


Muricy Coletiva São Paulo (Foto: Marcello Zambrana / Agência Estado)
Os assuntos da entrevista coletiva do técnico Muricy Ramalho, do São Paulo, foram praticamente todos alheios à vitória por 4 a 2 sobre o Capivariano, nesta quarta-feira, no Pacaembu, pela segunda rodada do Campeonato Paulista. As vaias direcionadas de parte da torcida a Maicon foram comentadas pelo treinador. Ele minimizou os gritos vindos das arquibancadas e alfinetou o presidente Carlos Miguel Aidar, mesmo sem citar seu nome. O dirigente declarou recentemente que o comandante deve um título ao Tricolor. Para Muricy, essas cobranças influenciam o comportamento dos torcedores.

- É difícil falar sobre isso. Você mesmo se pressionar eu nunca vi. E estamos nos pressionando. Não é a torcida. É chato. Não agrega e não ajuda em nada. Aí tem essa divisão (críticas da torcida). Não entendi muito (as vaias ao Maicon). Mas, às vezes, uma declaração pode influenciar e não é legal. Deixa a torcida brava. Temos de tomar cuidado quando falamos - disse Muricy.
O comandante também praticamente confirmou a contratação do zagueiro Dória, do Olympique de Marselha. A única dúvida segue sendo o tempo do contrato de empréstimo do atleta, pois o clube quer contar com ele durante toda a disputa da Taça Libertadores. O problema é que a final da competição está marcada para agosto, quando o time francês já estará em pré-temporada e, teoricamente, Dória teria de retornar e perder a decisão da competição - caso o Tricolor vá longe.

- O Dória se encaixa no perfil. Tenho muitos amigos que trabalharam com ele. As conversas foram muito boas. O São Paulo não teve de investir, porque o Olympique emprestou de graça. Estava nos detalhes se poderia ficar mais à frente ou não (tempo de contrato) - elogiou.

Muricy, por fim, também descartou a contratação de Cleiton Xavier, ex-Metalist, da Ucrânia. O meia é amigo do treinador e rescindiu contrato, ficando livre para retornar ao Brasil. O motivo da recusa: o jogador é agenciado por Marcio Rivellino, o mesmo empresário do treinador, que não quer ter de lidar com insinuações de que estaria privilegiando atletas ligados a seu agente.

Com a vitória sobre o Capivariano, o Tricolor chegou aos seis pontos no Grupo 1. O time lidera a chave com dois pontos na frente do RB Brasil, segundo colocado. A equipe agora enfrentará o XV de Piracicaba, sábado, às 19h30, novamente no Pacaembu, pois o Morumbi está na fase final da reforma no gramado.

Veja os principais tópicos da entrevista de Muricy:

BOA PARTIDA DE PATO

- Tenho de ser justo e não desisto do atleta, mesmo na pior fase do mundo. Conversei muito com ele ontem e hoje, disse que ele precisava dar mais. Principalmente sem a bola. O Pato tem algo que gosto: ele é boa pessoa. E isso é muito importante. Claro: tem de jogar bola. Mas é profissional, treina todo dia e está no banco há muito tempo. Sei o sofrimento que é entrar 10 minutos. Já tinha isso na cabeça. Pelo comportamento do cara.

CLEITON XAVIER

- Gosto muito dele. Peguei ele moleque de tudo. Aprendeu algo conosco. Mas tem um problema: é do Marcio Rivellino (empresário). como não gosto de ter dúvida de nada, e o Márcio sabe, ele (Cleiton) não tem chance de vir para cá. Porque é do Márcio, mas faz anos. Isso é um combinado que temos. Como ele é o procurador, não dá. Aqui não vem.

FOGO AMIGO

- Você se pressionar nunca vi. E estamos nos pressionando. Não é a torcida. É chato. Não agrega e não ajuda em nada. É isso. Aí tem essa divisão. Às vezes, uma declaração não é legal e deixa torcida brava.

ALVO É AIDAR?

- Não vou falar sobre isso. Já respondi.
<b>ADMINISTRAÇÃO DO AMBIENTE</b>
- Isso aqui era um desastre um ano e meio atrás (quando retornou ao comando do São Paulo). Ninguém precisa falar o que eu tenho de fazer. Sou profissional, tenho 40 anos de futebol. O que eu tenho de melhor é o ambiente. Esse é o meu forte. Eu não tenho que administrar nada. O jogador confia em mim, sabe que comigo é justiça. Administro isso aqui facinho
DÓRIA

- Ele se encaixa no perfil. Tenho muitos amigos que trabalharam com ele. As conversas foram muito boas. O São Paulo não teve de investir, porque o Olympique emprestou de graça. Estava nos detalhes se poderia ficar mais à frente ou não (tempo de contrato). Todos times queriam esse jogador, mas como o São Paulo estava adiantado, acho que assinaram. Não participo diretamente, mas estava próximo. O documento estava pronto. É um jogador interessante.

Dória viaja para definir empréstimo, e São Paulo tenta garantir Libertadores


doria são paulo (Foto: Reprodução/Instagram)
O zagueiro Dória já começou a se despedir do Olympique de Marselha. Ele deve chegar à capital paulista nos próximos dias para definir seu empréstimo ao São Paulo. A negociação está bem adiantada, mas um fator importante ainda não foi definido: o tempo que o jogador ficará no Morumbi.
A diretoria tenta fazer com que Dória fique, pelo menos, até o fim da Libertadores. A final está marcada para o dia 5 de agosto. O problema é que, neste momento, a pré-temporada europeia já terá começado. O Olympique aposta que o zagueiro de 20 anos se desenvolva no São Paulo a ponto de ser utilizado pelo técnico Marcelo Bielsa a partir do meio deste ano. A pior das hipóteses para o Tricolor é ter que devolver Dória antes do fim do torneio sul-americano, que é prioridade do clube nesta temporada.
Isso só será resolvido definitivamente quando o zagueiro desembarcar em São Paulo. Ele já se despediu dos companheiros na França. Nesta quarta-feira, o atacante Batshuayi, da equipe francesa, postou uma foto ao lado do defensor com a frase:
- Boa sorte no São Paulo, #GrandeDoria.

E agora? Pato pede passagem, mas rival pode atrapalhar Muricy; entenda


Alexandre Pato gol São Paulo x Capivariano (Foto: Thiago Bernardes / Ag. Estado)
O show de Alexandre Pato contra o Capivariano deve dar a Muricy Ramalho a famosa dor de cabeça boa. Os três gols e a assistência para Alan Kardec na última quarta-feira dão mais força ao pedido de parte da torcida para que o astro vire titular. O próprio atleta pede sequência, pois admite não gostar de ser reserva, mas reconhece a dificuldade da concorrência com Luis Fabiano e Kardec. Ainda assim, o treinador pode ficar em uma encruzilhada por conta do rival Corinthians.
A vitória no primeiro confronto com o Once Caldas pela primeira fase da Taça Libertadores coloca o rival no horizonte do São Paulo no Grupo 2. Se confirmado, o iminente duelo com o Corinthians no dia 18, fora de casa, só teria Pato em campo mediante o pagamento de uma multa de R$ 1 milhão do Tricolor para o time do Parque São Jorge. A questão barrou a escalação do atleta em um Majestoso do ano passado. Ele está emprestado pela equipe alvinegra até o fim do ano.
Assim, Muricy terá de decidir se opta por usar Pato como titular nas próximas rodadas do Paulista, sob o risco de não tê-lo contra o Corinthians. Ou se mantém Luis Fabiano ao lado de Alan Kardec, ou outro companheiro na frente, pensando em preparar o time para a principal competição da temporada.
– Eu quero jogar. Só depende de mim. Eu tenho de correr atrás, porque não gosto de ficar no banco. Então tenho de aproveitar todas as oportunidades que tenho. Aproveitei hoje (quarta-feira) e espero ter cada vez mais chances. Temos muitos atacantes. Acho que vai acontecer muito revezamento. Eu não quero fazer parte apenas, quero estar jogando (risos), mas quem manda é o professor – disse Pato.
O comportamento do atacante mesmo no banco agrada Muricy. O treinador prometeu "não desistir do jogador" e disse não ter problemas para administrar o ambiente com jogadores de nome entre os reservas. Na visão do vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, esse será o principal desafio do treinador, dono do melhor elenco do Brasil, segundo o dirigente.
- Muricy é o melhor técnico do Brasil, por isso está aqui. Agora ele tem de mostrar que é bom de administrar banco. Ele tem condições para isso. O principal problema dele é esse. Ele mesmo diz que o Pato tem tudo para ser titular, como todos aqui têm. O elenco é jovem, equilibrado... Eu não trago veterano, só se for excepcional. Trouxemos todos com menos de 30. Muricy vai ter de administrar o banco - disse Ataíde, durante a apresentação de Centurión, na terça-feira.
Questionado sobre se esse realmente seria seu principal desafio, Muricy mostrou irritação.
– Isso aqui era um desastre há um ano e meio (quando voltou ao São Paulo). Hoje é um relógio de disciplina e boa postura, não tem nem mais concentração. Ninguém precisa falar o que eu tenho de fazer. Sou profissional, tenho 40 anos de futebol. O que eu tenho de melhor é o ambiente. Esse é o meu forte. Eu não tenho de administrar nada. O jogador confia em mim, sabe que comigo é justiça e não tem sacanagem. Administro isso aqui facinho, facinho – afirmou.
No fim de 2014, o presidente Carlos Miguel Aidar cobrou mais rendimento de Pato. A primeira atuação do atacante como titular na temporada deixou o dirigente e a torcida esperançosos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Empresário que pagou por Centurión planeja longo projeto com o São Paulo



Apresentação de Centurion (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
Vinícius Pinotti virou "celebridade" a partir da manhã da última terça-feira, ao participar da apresentação de Centurión e revelar-se o mecenas que emprestou quase R$ 13 milhões ao São Paulo para adquirir 70% dos direitos econômicos do argentino. Ele é um dos acionistas do grupo que controla a Natura, empresa de cosméticos. Mal conseguiu trabalhar depois do evento no CT da Barra Funda. Seu telefone disparou a tocar tal qual o número de seguidores nas redes sociais.
– Foi uma repercussão assustadora – admitiu o rapaz, que se define da seguinte forma:
– Sou são-paulino doente, tenho até tatuagem. Uma história de "doença" desde meu nascimento.
A ideia de Pinotti e da diretoria do São Paulo é que a contratação de Centurión seja apenas o primeiro resultado prático de um projeto em elaboração há alguns meses. O presidente Carlos Miguel Aidar quer reunir empresários torcedores do clube para potencializarem o que chamam de "bons negócios". Não necessariamente relacionados às contratações: o Morumbi, o clube social e outras áreas do Tricolor também estão abertas aos investimentos do "grupo de ajuda ao São Paulo". O nome é provisório, pois o definitivo ainda não foi escolhido.
Pinotti chegou ao Morumbi por meio do amigo e diretor de marketing Ruy Maurício Barbosa. Eles coordenam, juntamente ao vice de comunicação e marketing, Douglas Schwartzmann, um plano para a criação desse grupo. O objetivo é reunir empresários com contatos e recursos financeiros para ajudar o São Paulo, sem participação direta na gestão do clube. Quando formalizada, a parceria terá um contrato estabelecendo as regras de atuação.
– Infelizmente, a repercussão recaiu sobre a ação e não sobre o conceito. Não é um movimento específico de tirar dinheiro do bolso para pagar o argentino. É um projeto de longo prazo que visa trazer investimentos e patrocínio ao São Paulo – ponderou o empresário, que usa sua rede de contatos para intermediar conversas do clube com empresas, mas faz questão de esclarecer que a Natura não tem nada a ver com o negócio.
Pinotti entende a repercussão. Afinal, não é todo dia que um torcedor desembolsa tal quantia para ajudar seu clube a contratar um jogador. Ele jura que não terá nenhuma participação numa possível revenda de Centurión. Aliás, até agora, nenhum documento foi assinado entre o empresário e o São Paulo. Mas será, inclusive com um prazo definido para o pagamento.
– Não tenho participação em jogador, não tenho comissão, não estou indo lá para ganhar dinheiro. Confio tanto nessa diretoria do São Paulo que não assinei nenhum acordo. Ainda não definimos exatamente um prazo (para que o clube o pague), mas posso antecipar que não será curto. Colaboro informalmente com o clube há algum tempo. Meu objetivo é levar recursos.

Com volta de Ganso, São Paulo recebe o Capivariano no Pacaembu


Pacaembu (Foto: Marcos Ribolli)

Após a tranquila vitória sobre o Penapolense, por 3 a 1, domingo passado, na estreia do Paulistão, o São Paulo volta a campo nesta quarta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Capivariano, pela segunda rodada. Com o gramado do Morumbi em reforma, o jogo será disputado no Pacaembu.
O adversário, que busca se recuperar da derrota na rodada inicial, para o RB Brasil, por 1 a 0, disputa a Série A-1 pela primeira vez e tem o experiente volante Amaral como principal nome, mas ele ainda é dúvida. A novidade no São Paulo será a volta do meia Ganso, que não atuou na primeira partida.
HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)
*São Paulo: o técnico Muricy Ramalho terá de fazer mudanças em relação ao time que bateu o Penapolense. A volta de Paulo Henrique Ganso muda a formação do time, que deverá ter: Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Edson Silva e Reinaldo; Denilson, Thiago Mendes, Ganso e Michel Bastos; Alan Kardec e Luis Fabiano.

*Capivariano: Ivan Baitello não confirma se Amaral fará a esperada estreia, aos 41 anos. A tendência é que o time tenha a mesma base que perdeu na estreia para o RB Brasil: Douglas, Régis, Fernando Lombardi, Marllon e Airton; Everton Dias, Wigor, Ailton e Antonio Flávio; Franci e Romão.
header quem está fora (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
*São Paulo: Breno (lesão na coxa esquerda), Daniel (cirurgia no joelho direito), Paulo Miranda (lesão muscular), Auro (convocado pela Seleção sub-20), Rodrigo Caio (recuperado de cirurgia, aprimora a forma física), Souza (hematoma na canela) e Carlinhos (trauma no joelho esquerdo).

*Capivariano: Pedro Henrique (lesão muscular).

Direção vê Tricolor com melhor elenco do país e cobra "bom trato" de Muricy


Carlos Miguel Aidar São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
O São Paulo manteve praticamente toda a base do ano passado e trouxe sete reforços para o grupo desta temporada - Breno, Bruno, Carlinhos, Thiago Mendes, Daniel, Cafu e Centurión. Situações que, na visão da diretoria, credenciam o time como o melhor elenco do Brasil.

Segundo o presidente Carlos Miguel Aidar, a equipe entra com força para ser favorita em todas as competições que disputar em 2015.

– Sim (elenco mais forte do Brasil). Acredito como dirigente, não como o torcedor. É um dos mais fortes. É um grande concorrente aos títulos, assim como os outros. Nem sempre o melhor vence, mas nos apresentamos como grande candidato – disse.
O vice de futebol Ataíde Gil Guerrero foi mais enfático. Ele não tem dúvidas sobre a força do elenco e "cobra" uma boa administração do técnico Muricy Ramalho para isso ser refletido em campo.
– Tenho certeza que o Muricy vai saber equilibrar o banco, se ele souber isso vamos ter total sucesso em tudo que vamos disputar. É o melhor elenco do futebol brasileiro, sem nenhuma contestação – falou.
– Muricy é o melhor técnico do Brasil, por isso está aqui. Agora ele tem de mostrar que é bom de administrar banco, ele tem condições pra isso. O principal problema dele é esse. Ele mesmo diz que o Pato tem tudo para ser titular, como todos aqui têm. O elenco é jovem, equilibrado... Eu não trago veterano, só se for excepcional. Trouxemos todos com menos 30. Muricy vai ter de administrar no banco – completou.
A diretoria ainda busca um último reforço para fechar o elenco. Trata-se do zagueiro Dória, do Olympique de Marselha, da França, um pedido de Muricy Ramalho, que deseja um zagueiro canhoto para ser titular.

São Paulo mostra otimismo e espera resposta de clube francês por Dória

Dória Olympique de Marselha (Foto: Reprodução / Facebook)
O São Paulo está otimista em conseguir o empréstimo do zagueiro Dória, do Olympique de Marselha, da França. Com o fechamento do mercado europeu, o jogador não pode ser mais emprestado ou vendido para outro clube do continente. Assim, o Tricolor retomou a negociação pelo atleta e agora aguarda uma resposta da proposta.
Nesta terça-feira o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro falou sobre o negócio com osfranceses e confirmou a nova investida. Dória não será aproveitado pelo técnico Marcelo Bielsa, que não pediu a chegada dele.
- Estávamos buscando um zagueiro canhoto. Não queríamos um jogador para compor elenco, queríamos um jogador de ponta, que na nossa visão sempre foi o Dória. Fizemos a proposta, mas o clube dele não queria emprestar ao Brasil. Só vendiam por 10 milhões de euros. Insistimos, falamos com o presidente do Botafogo, falamos com os empresários, cada um tem uma parte... Agora eles não podem mais emprestar para outro clube da Europa. Nós nos apresentamos interessados pelo Dória, fizemos nossa proposta, estamos lutando para trazer o jogador e esperando uma resposta deles - declarou.
Os próprios empresários do jogador consideram o São Paulo como o favorito para contratar o zagueiro. Dória é um antigo desejo do técnico Muricy Ramalho, que pede um beque canhoto para ser titular da defesa.
Caso ele seja contratado, a diretoria encerra o ciclo de contratações para as competições do primeiro semestre. Depois da chegada de Centurión, o atacante rápido que Muricy queria, o zagueiro é o último pedido do comandante para fechar o elenco.